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Professora da Costa Rica apresenta pesquisa sobre felicidade no trabalho


13
setembro 2019

No dia 3/09, o Centro Universitário Módulo, em Caraguatatuba-SP, recebeu a professora da Universidade da Costa Rica – UCR, Lisbeth Araya Jiménez, que apresentou a palestra Felicidade Compulsiva e Compulsória. O tema abordado teve como base a pesquisa de doutorado em curso no Programa de Comunicação e Cultura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O intercâmbio promovido pelo Curso de Comunicação reuniu cerca de 100 estudantes.

A professora Lisbeth explicou o problema e a metodologia de sua pesquisa em curso, realizada com as cooperativas de café do Brasil e da Costa Rica. Ela apresentou o argumento central de seu trabalho que atribui à felicidade uma função instrumental no contexto neoliberal. A palestra levou os presentes à reflexão sobre a felicidade como uma imposição contemporânea, na medida em que existe uma busca permanente pelo sucesso e o aprimoramento no trabalho.

A atividade contou com a presença de professoras, professores e estudantes dos cursos de Pedagogia, Administração, Gestão em Recursos Humanos, além de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. A professora de jornalismo Raquel Gonçalves Dantas, articuladora do evento, marcou a importância de atividades interdisciplinares para a troca de saberes entre diversas disciplinas: “A construção do conhecimento acontece no intercâmbio de experiências entre as pessoas. Foi muito gratificante ver o envolvimento de docentes e discentes de várias áreas”.

Lisbeth Araya Jiménez  destacou a visibilidade excessiva que oferecem as redes sociais a uma aparente felicidade, apagando a dor, a vulnerabilidade e a tristeza naturalmente humanas. “Quando perguntei se a plateia achava que somos ensinados a trabalhar em coletivo, em equipe, as pessoas responderam não. Isto sugere que, mesmo cientes do individualismo, pode existir uma reflexão crítica em torno dele.” Ela se mostrou confiante em relação as reflexões levantadas pelos alunos e alunas do Módulo: “Achei interessante constatar o quanto as minhas hipóteses estão de acordo com as preocupações das e dos estudantes, na medida em que uma pesquisa acadêmica só tem sentido se estiver atrelada à realidade”, finalizou Lisbeth.